quinta-feira, 11 de novembro de 2010

I can do it!!!!

Maravilhosa animação de Carlos Saldanha.
Estréia em abril de 2011.

http://media.movieweb.com/i/f/player.swf?playlist=VIiFvjlpISaMmj&sid=1

sábado, 16 de outubro de 2010

Uma arte - Elizabeth Bishop


Uma arte
Elizabeth Bishop
Tradução de Horácio Costa

A arte de perder não tarda aprender;
tantas coisas parecem feitas com o molde
da perda que o perdê-las não traz desastre.

Perca algo a cada dia. Aceita o susto
de perder chaves, e a hora passada embalde.
A arte de perder não tarda aprender.

Pratica perder mais rápido mil coisas mais:
lugares, nomes, onde pensaste de férias
ir. Nenhuma perda trará desastre.

Perdi o relógio de minha mãe. A última,
ou a penúltima, de minhas casas queridas
foi-se. Não tarda aprender, a arte de perder.

Perdi duas cidades, eram deliciosas. E,
pior, alguns reinos que tive, dois rios, um
continente. Sinto sua falta, nenhum desastre.

- Mesmo perder-te a ti (a voz que ria, um ente
amado), mentir não posso. É evidente:
a arte de perder muito não tarda aprender,
embora a perda - escreva tudo! - lembre desastre.


A norte-americana Elizabeth Bishop nasceu em Massachusetts, em 8 de fevereiro de 1911, e morreu 68 anos depois, em Boston. Em 1952, depois de uma viagem pela costa brasileira, Elizabeth encantou-se pelas montanhas de Petrópolis e lá permaneceu por longos quinze anos. Durante esse período, escreveu numerosos registros e poemas, como o transcrito acima.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/um-poema-de-elizabeth-bishop/

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Isaac Asimov e a Educação

"Isaac Asimov prevê o impacto da Internet na educação
O genial Isaac Asimov prevê, em 1988, o impacto da internet na distribuição do conhecimento
"Quando tivermos computadores em todas as casas, cada um deles ligado a enormes bibliotecas onde cada um possa fazer qualquer pegunta e receber respostas, material de referência sobre qualquer assunto em que esteja interessado (...) então todos gostarão de aprender."

http://www.youtube.com/watch?v=CI5NKP1y6Ng&feature=player_embedded

Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/emcartaznaweb/#327790

sábado, 4 de setembro de 2010

Assisti NOSSO LAR

Assisti Nosso Lar hoje e é maravilhoso.
Ouvi e li algumas críticas sobre os efeitos especiais (até compararam com Kripton do filme Superman), mas, pelo que percebi, muitos foram ao cinema em busca de ficção e se depararam com um drama.

De qualquer forma, tenho certeza de que todos foram tocados pelo tema, absorveram a mensagem de esperança e paz e vivenciaram junto com Andre Luiz o poder do amor, quando sabemos cultivá-lo sem egoísmo e orgulho.

Talvez por ter lido (e estudado) o livro tantas vezes, a medida que o filme corria só me fixei no roteiro.
Na minha opinião a adaptação não poderia ter ficados mais perfeita.

Acredito que mergulhei, não num mundo mágico e sobrenatural, mas no caminho de volta ao meu lar.
Meu não. Nosso Lar.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Autor de Mundo de Sofia cita Livro dos Espíritos

Livro dos Espíritos é citado em novo livro do autor do Mundo de Sofia: O Castelo nos Pirineus

Por cinco anos intensos na década de 1970, Steinn e Solrunn foram felizes.

Então tomaram rumos diversos, por razões desconhecidas a ambos.

No verão de 2007, depois de trinta anos distantes, eles se encontram por acaso no terraço de um velho hotel de madeira às margens de um fiorde no oeste da Noruega, um lugar intimamente relacionado à separação no passado.

Mas terá sido esse encontro, em lugar tão significativo, um mero acaso?

Buscando respostas a essa pergunta, e para entender como um relacionamento que prometia ser duradouro pôde acabar subitamente, o ex-casal começa uma frenética troca de e-mails - a matéria e a forma deste novo romance filosófico de Jostein Gaarder, que desta vez conta uma história de amor para discutir o embate entre o racionalismo e a espiritualidade.

Na linguagem dessas missivas apressadas que inundam nossa vida cotidiana, os dois esboçam visões de mundo antagônicas e explicações contraditórias para o fim do romance.

De um lado, o climatologista Steinn apenas crê no que pode ser provado pela ciência e pela razão. De outro, Solrunn, uma mulher religiosa, acredita na transcendência, em um espírito além do corpo e de nossa existência terrena.

Disso resulta que as experiências compartilhadas pelos dois no hotel no litoral (a de trinta antes e a do verão corrente) serão entendidas de modo muito distinto por cada um. Apesar de se respeitarem, eles não podem concordar com a concepção do outro - até que suas certezas sejam postas à prova.

http://www.saraiva/produto/3045527/o-castelo-nos-pirineus/?ID=C8D847F07DA08120A13270130

Entrevista com Jostein Gaarder:

http://www.radioboanova.com.br/novo/noticia.php?notcodigo=175


sábado, 7 de agosto de 2010

Rio de Janeiro: cidade do abandono

Sr. Antonio saiu de casa para assistir uma partida de futebol.
Idoso, perdeu a memória e se perdeu.
Ontem, à noite, a polícia o encontra caminhando no túnel próximo ao Sambódromo.

E começa uma extensa peregrinação por vários abrigos para idosos para acolher Sr. Antonio, mas nenhum o aceita.

Até que a polícia o leva ao Hospital Souza Aguiar, onde foi medicado.
Até que, na porta do hospital, tomando um cafezinho e comendo um biscoito, ele consegue lembrar onde mora: em Nova Iguaçu.

Enquanto isso o Governo do Estado do Rio de Janeiro está preocupado com a Copa do Mundo em 2014, porque é preciso organizar todo o orçamento para esta "grande" e "importantíssima" festa.
Somos brasileiros, amantes de futebol, carnaval e festas.

A culpa é nossa.

Sabemos movimentar multidões para o entretenimento. Gastamos dinheiro com as camisas de nossos times, com decoração das ruas em verde e amarelo e com fantasias brilhantes para desfiles.

Só nunca nos movimentamos para defender tanto idosos carentes, tanto descaso da saúde pública, tanta falta de remédio, tanto abandono ....tanta tristeza....

Continuaremos a ver o Sr. Antonio, Sr. Pedro, Sr. José, Sr. Aureo (meu pai falecido após muito sofrer por falta de assistência médica no Rio de Janeiro) abandonados pelas ruas, sem assistência social, médica e financeira.

Graças a Deus a Sr. Antonio lembrou onde mora ou seria mais um idoso dormindo pelas ruas, que em breve serão recolhidos, não por almas caridosas, mas para que não apareçam nas reportagens dos países que irão cobrir a Copa do Mundo em 2010.

Este é mesmo o país do futuro?

Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/08/07/pm-tenta-encontrar-vaga-em-abrigo-para-senhor-de-90-anos-encontrado-em-tunel-do-centro-917343109.asp

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei

Li esta crônica no Portal Literal e resolvi postar aqui, porque também sou fã deste filme maravilhoso:


Não posso ir ao seu encontro porque eu já estou com você.” (Richard Bach)

Na era do mundo virtual onde as mensagens chegam tão rápido. Onde parece que logo tudo é descartado. Me pego a pensar se os jovens entenderiam a amizade que durou quase 20 anos entre Helen e Frank. E que com eles foram por cartas. Num passado não muito distante.

O filme é baseado na história da escritora Helene Hanif (Anne Bancroft). Pediram a ela para contar algo sobre a sua vida. E ela nos brinda com parte da sua vida adulta onde pontua um grande e inestimável amigo: Frank P. Doel (Anthony Hopkins).

Tudo começou em 1949. Na busca por certos livros, e fora do seu orçamento… um anúncio em uma revista de uma Livraria & Antiquários, em Londres, a leva a escrever uma carta. A primeira de inúmeras… Ah! Ela morando em Nova Iorque. E Frank responde dizendo que parte dos “problemas” dela já estavam resolvidos.

Pelos preços muito em conta, pela gentileza nos envios seguindo junto cartas numa linguagem pessoal, também foram fatores que deram início a essa longa amizade. Mas o que contribuiu mesmo, o que enraizou essa relação era o humor de ambos. Da parte dele, por ser tímido, como também casado, ficou mais comedido no início. Agora, o jeito extrovertido de Helen, do jeito divertido até em reclamar, acabou por conquistar de vez não apenas a ele, como os demais funcionários.

Além dos pedidos dos livros, Helen passou a confidenciar seu dia-a-dia. Como forma de retribuir o carinho, por eles estarem sobre um racionamentos do pós-guerra no tocante a certos alimentos, ela passou a enviar em datas especiais cestas de alimentos: embutidos, enlatados… Uma empresa na Dinamarca as vendia em catálogos. Para eles, um mimo inestimável.

Quando Helen obtinha recursos financeiros para cruzar o Atlântico e então conhecê-los, imprevistos a levava a usar o dinheiro. Assim, o tempo foi passando.O filme começa quando ela enfim, vai a Londres. A partir dai, é que ficamos conhecendo esses anos todos. Em até que, como numa frase que ela diz no filme (Esqueci a autoria.): “Não sei se eles acreditarão ou não, mas eu estive lá.” É, lá está ela, dentro daquele lugar que lhe é tão caro! E eu não consegui reter as lágrimas. Nem não sendo mais a primeira vez que vejo. Filmaço! Eu amo!

Ah sim! Eu adoro o título dado no Brasil: “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei!” Sou uma eterna romântica.


Filme: Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road). 1987. Reino Unido. Direção: David Hugh Jones.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Cissa Guimarães desabafa: 'Quem morreu fui eu”


Oh, pedaço de mim
Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu
-
Chico Buarque -

Sei o quanto este assunto está repercutindo na mídia e são várias as opiniões a respeito do certo e do errado em relação aos jovens envolvidos, mas todas as notícias que leio me fazem somente pensar na dor intensa da mãe do Rafael.

Não vou escrever nada de novo sobre isso. Nada que alguém ainda não tenha dito sobre o pesar, tristeza, indignação e até mesmo uma espécie de saudade de quem a gente nem conheceu pessoalmente, só de olhar esse jovem bonito que foi o Rafael, em tantas fotos publicadas por aí, mas uma reportagem me chamou a atenção.

Cissa Guimarães, disse à imprensa que “tem a sensação de que o filho está mais vivo do que nunca” e que “quem morreu foi ela”.

Sou meio suspeita ao interpretar estas palavras, que entendo - do ponto de vista de quem acredita na vida após a morte - como a maior verdade já dita por uma mãe diante de um sofrimento tão doloroso como este.

No fundo de cada coração materno, que se despede de um filho tão jovem no túmulo, existe uma crença sutil e quase nunca dita de que não é possível que tudo se acabe ali. Toda aquela vitalidade, alegria e sonhos de juventude não pode ter se encerrado.
Esse amor incondicional que nos faz crer que a essência de nossos entes amados continua viva, mesmo não estando mais junto a nós, não depende de religião ou crença. É uma sensação inexplicável onde o inconsciente recria o cheiro, o som da voz, uma mania, um carinho, uma presença intensa de quem não está mais materialmente presente.
Talvez seja por isso que Cissa tenha dito que Rafael está mais vivo do que nunca.

No entanto, é preciso lidar com a saudade.
Quem diz que cada ser independe da existência de outro para viver, não conhece a maternidade.
Cissa diz que morreu.
Sua metade foi arrancada e a mulher que ela foi nunca mais será a mesma, mas é preciso que renasça ainda, para continuar se doando àqueles que ainda necessitam do seu carinho e deste imenso e inesgotável amor que ainda lhe vibra no coração de mãe.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Chico Xavier na ONU


Um tributo a Chico Xavier será feito, no dia 6 de agosto, num auditório da ONU, em Nova York. No evento, o filme sobre o médium, lançado no Brasil no dia 2 de abril - data em que completaria cem anos - será exibido em português, com legendas em inglês. Após o filme, haverá uma mesa redonda com produtores e atores, além de diretores da Federação Espírita Brasileira (FEB) e do Conselho Espírita Internacional (CEI). Estarão em debate a história do médium e a expansão do espiritismo nos Estados Unidos e na Europa.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Nosso Lar - O filme

Se você acredita em vida após a morte, este filme é para você.

Se você não acredita em vida após a morte, este filme tambem é para você.







sexta-feira, 25 de junho de 2010

Rumo ao Hexa!

RUMO AO HEXA!!!




sexta-feira, 18 de junho de 2010

Até breve Saramago...


Não poderia deixar passar uma pequena nota sobre o falecimento do escritor José Saramago.

O vício da literatura me apresentou Saramago pela primeira vez ao ganhar o livro Ensaio sobre a Cegueira, que resisti a ler por conta dos longos parágrafos.
Longos não, imensos.

O problema está no meu jeito de ler. Gosto de saborear cada trecho, como quem mastiga infinitamente uma fruta antes de engolir e Saramago não oferece uma chance para que a minha mente navegue para além do livro, em reflexões sonhadoras, antes de continuar a leitura.

Ele me exigia ser uma leitora mais ansiosa, “engolindo” o livro de uma mordida só.
Por essa mania de interromper a leitura para pensar em todas as frases que mexiam com a minha forma de ver a vida, com minha realidade ou conjecturando qual realidade ele queria me mostrar, deixei Ensaio sobre a Cegueira de lado várias vezes.

Só que sempre o buscava novamente ainda mais curiosa, mesmo sendo necessário retornar ao início, porque sabia que a mente não havia acompanhado os olhos nas primeiras leituras.

Tive que aprender a ler Saramago.

Ele queria a atenção de quem está narrando a experiência mais importante de sua vida e conseguiu me envolver durante toda a maravilhosa noite em que o “devorei” até a última página.

Ensaio sobre a Cegueira é uma ode à força, capacidade de renúncia e amor incondicional que só nós mulheres sabemos possuir.

Não sei quantas mulheres Saramago amou, mas fico me perguntando com quantos sentimentos femininos ele conseguiu se identificar para poder narrar tão bem o comportamento da protagonista deste livro.

Poucos homens são capazes desta empatia. Poucos escritores serão como Saramago.

Não digo adeus. Digo até breve.
Vou reler Saramago e me reencontrar tão bela e sensível quanto ele pôde enxergar.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia dos Namorados e Copa do Mundo. Dá pra conciliar?


Imagine vestir aquela lingerie caríssima, gelar uma garrafa de vinho na temperatura certa,
montar todo o cenário romântico com direito às melhores taças, jantarzinho à luz de velas e
pétalas de rosas espalhadas pelo chão, esperar ele chegar ansiosa, abrir a porta após uma
retocadinha no batom e...
em vez de receber um beijo avassalador e apaixonado, dar de cara com cinco homens invadindo sua sala acompanhados de três caixas de cervejas. E, antes que consiga gritar, percebe que conhece um deles - o que tenta equilibrar uma montanha
de batatas chips
enquanto lhe dá um “selinho” distraído, dizendo: “oi amor, trouxe a galera pra ver o jogo da Inglaterra x EUA. Tem espaço no frezzer?”

Nessa hora, não adianta reclamar, ameaçar, nem desligar o disjuntor pra cortar a energia elétrica. As duas primeiras alternativas eles não ouvem -porque estão ocupados com a TV, o som e a corneta estridente que alternam entre eles - e a última só irá transferir a “galera” para a casa de outro amigo ou para o barzinho da esquina mais próxima.

Sei que esta rixa de namoro x futebol já deu mais comentário que a disputa entre Brasil x Argentina, mas a verdade é que muitas mulheres continuam sem entender essa paixão exagerada pelo esporte mais amado do Brasil.

Vejam que usei duas palavras importantes: paixão e amor.

Quando você pergunta a alguém a diferença entre a paixão e o amor, a resposta mais comum é que a paixão tem um prazo determinado para durar, mas o amor é eterno. Muitos dirão que, em relacionamentos entre casais, o amor também chega ao fim ou não teríamos tantos divórcios.
Eu acredito, porém, que o amor, quando verdadeiro, se transforma com o passar dos anos em amizade.
Podemos observar isso muito bem nos casais que completam Bodas de Prata, Ouro e atualmente alguns chegam as de Diamante.
Nos casamentos que duram tanto tempo, percebemos que a cumplicidade atinge um grau mais intenso e as formas de prazer se ampliam além do sexo, pela comunhão e entendimento sem palavras das manias, gostos e desejos um do outro.
Mas é preciso tempo para chegar a este ponto. E que se ame “mesmo que” o outro seja tão diferente de você, e nunca “apesar de que”.
“Apesar de que” não é amor, é acomodação.

Tá bem. Esse assunto combina mesmo com o clima de Dia dos Namorados, mas e o futebol?

Bem. Se concordarmos que paixão é um sentimento de curta duração, então o brasileiro não é só apaixonado pelo futebol; ele ama o futebol.
E, sem nenhum constrangimento, declara este amor para quem quiser ouvir.

Enquanto que, nos relacionamentos atuais, se tornou “brega” amar e demonstrar amor - ou seja, é chamado de extrema pieguice usar o adesivo “eu amo minha esposa” no automóvel, escrever poesias, comprar flores, tirar fotos formando um pequeno coração com as mãos, ou chorar comovido ao ouvir aquela canção que marcou seu primeiro encontro - no futebol tudo é permitido.

O amante deste esporte, que tem seu clímax na Copa do Mundo, expressa este amor de todas as formas possíveis e imagináveis: usa o adesivos com o brasão amado não só no seu automóvel, como também estampado na roupa, bonés e até mesmo na pele; escreve canções e hinos de juras eternas de amor incondicional; compra qualquer quinquilharia que leve o nome do seu time (ah! os horríveis canecos ocupando o armário...); colecionam fotos dos jogadores, do treinador, do massagista e do mascote do time; e ainda são capazes de colar, com fita durex (sic), na parede da sala, o pôster mais recente de seu amado time, estragando toda a decoração.

Este amor pelo seu time e pela Seleção Brasileira, nestes dias que de frenesi futebolesco, mantém o casamento de mais longa duração de que já se ouviu falar: do homem com o futebol. Este relacionamento contém tanta intensidade que se estende por gerações. E não tem nada de “apesar de”. O time é amado “mesmo que” venha a perder aquele último pênalti da decisão do campeonato.

Portanto, não tem lingerie que desvie a atenção do homem que ama do seu esporte preferido.
O caso é grave quando se trata de futebol e ainda mais quando é o Brasil rumo ao Hexa.

Mesmo assim, se acha que ainda deve tentar, quem sabe uma peça que tenha as cores do time dele. Ou então, deixá-lo se emocionar ao lhe ver completamente vestida de verde e amarelo.

Feliz Dia dos Namorados!
Feliz torcida rumo ao Hexa!



PS : Este ano, eu e este tricolor bonitão da foto completaremos 25 anos de casados. As Bodas de Prata ocorrem em julho. Por coincidência, logo depois do final da Copa do Mundo e pouco antes de continuar o Campeonato Brasileiro de Futebol.





terça-feira, 1 de junho de 2010

Ainda existe lugar para o amor?

O Portal Digestivo Cultural (http://www.digestivocultural.com/promocoes/feedbacks.asp?codigo=13218) sempre realiza uma promoção premiando com livros a melhor resposta para uma determinada frase.

A deste mês é "Hoje não quero chorar", livro de Noga Sklar que que discorre sobre as agruras do amor em todas as suas formas.

E perguntam: ainda existe lugar para o amor?

Acredito que o amor sempre está presente em cada ser humano, mesmo que de variadas formas, em vários níveis de intensidade e em infinitos disfarces que usamos pra escondê-lo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

De mãe para mãe (uma resposta para Anna)



Tive que refletir muito para responder a uma das leitoras, porque eu entendo muito bem os dois lados da história que ela conta em seu mail.
Diz respeito ao texto “Abram seus horizontes”
(http://vocepensademais.blogspot.com/2010/03/abram-seus-horizontes.htmlorizontes.html) que foquei na vida profissional, mas para esta leitora, significou um recado para a mãe que está passando pela “Síndrome do Ninho Vazio”.
Mulher é bicho complicado e amadurecer não é nada fácil.
Não estou nem falando de rugas, cabelos brancos ou menopausa. Estou falando sobre a época das perdas, que todas nós alcançamos. Somos criadas por uma sociedade muito castradora onde mulher sempre foi sinônimo de maternidade.
Não sei se algo mudou nesta nova geração, mas sempre nos ensinaram que mulher é mãe em tempo integral: mãe dos filhos, das noras/genros, do marido e dos próprios pais quando envelhecem. Isso vira até uma ação semi-inconsciente, porque não queremos falhar no papel mais importante da mulher para a sociedade.
As próprias mulheres do círculo familiar, as amigas mais próximas ou colegas de trabalho vivem cobrando umas das outras: se a casa está em ordem, se os filhos passaram de ano, se o marido está bem alimentado e vestido, se sabe economizar nas compras, se sabemos cuidar de doentes, se telefonamos constantemente para nossos pais idosos, se permanecemos lindas, magras e maravilhosamente jovens e de bom humor, etc.
Temos padrões a seguir, desenhados pela TV, por revistas femininas, por tantos mais expectadores imaginários.
Sem nem dar conta disso, acabamos assumindo essa postura de dedicação e amor incondicional com a família que muitas vezes nos faz esquecer quem somos e do que gostamos para ceder aos desejos dos que amamos.
Tenta fazer o contrário e vem a culpa! Ai... a culpa que nos infligimos... Antes mesmo que os outros nos censurem, nós somos nossas maiores acusadoras.
Castramos nossos desejos e inserimos culpa quando cuidamos só de nós mesmas.
Vivemos o que é melhor para o outro. Vivemos até mesmo a vida do outro.
Então, com o tempo, vem chegando a maturidade e com ela a estação das perdas:
- Nossos pais, envelhecidos, se vão...
- Vai-se o marido, seja por morte ou separação (que para muitas é a morte!).
- E por fim, os filhos, que crescem, se casam, mudam de cidade por causa da profissão, ou simplesmente mudam para morar sozinhos.
E aí? O que a gente faz da nossa vida se ninguém mais precisa de nós? De quem vamos cuidar?
Aí que está a questão do quanto podemos atrapalhar a vida dos filhos na época em que eles estão prontos para seguir suas próprias vidas. Pode parecer insensatez da minha parte, mas tenho para mim que as mães que grudam nos filhos impedindo seu crescimento e liberdade de errar e seguirem seus próprios caminhos, camuflam como dedicação materna o que muitas vezes não passa de puro e simples egoísmo.
Pergunto agora para as mães de plantão: quando foi a última vez que pararam para cuidar de vocês mesmas?
Durante muito tempo eu vivia me perguntando qual o limite entre ser egoísta e estar cuidando da auto-estima. No que trata sobre maternidade, cheguei à conclusão que durante toda a minha vida consegui (só Deus sabe como) equilibrar os meus desejos e ambições com os dos meus familiares, usando duas coisas: bom senso e muito amor. Se for pesar na balança, sempre os coloquei em primeiro lugar, mas eu sempre abri espaço na agenda de um tempo só pra mim. Nem que tivesse que ficar sem dormir para isso...
Ou seja, uma equilibradora de pratos. É assim que se concilia maternidade com ser simplesmente mulher.
Parece óbvio, mas muita gente desconhece que, nos relacionamentos, somos egoístas quando decidimos fazer algo só para nós em detrimento do que os outros precisam como, por exemplo, gastar horrores com supérfluos enquanto seus filhos precisam de dentista ou uma boa escola, etc. Ou deixar sempre em segundo plano as necessidades dos que nos amam. Ou ainda, de modo mais grave, e que vem acontecendo muito ultimamente nos lares, deixar de ouvir os problemas dos filhos para assistir Big Brother (sic).
Que me perdoem os amantes dos reality shows, mas será que os problemas imbecis de 5 ou 6 “atores”, criados por eles mesmos, muitas vezes inventados para prender a atenção dos teleguiados, são mais importantes do que ouvir uma filha contar sobre sua primeira briga com o namorado ou consolar o choro de um bebê sonolento?
Mas voltando ao assunto que originou este texto, a única resposta que posso dar para a jovem leitora é que é possível ensinar uma mulher a ser mãe, mas fazer uma mãe compreender que sua missão terminou e que ela já pode dedicar mais tempo a si mesma, aí... é outra história!
Só posso deixar aqui, alguns questionamentos para reflexão:
- Onde foi parar a mulher que sua mãe foi?
- Porque ela acha que não será mais esta mulher? O que a impede?
- Quando ela reclamava que nunca tinha tempo para si mesma, o que ela gostaria de ter feito se tivesse tempo?
- Por que não fazer o que gostaria de ter feito, agora que ela tem tempo?
E boa sorte pra ela. Para todas nós.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Nasceu Gabriela




Uma primeira batida de coração
como fiquei espantada,
mas logo senti a proteção
que aquele lugar me dava.

Com o meu crescimento,
com algo me envolvendo
pensei em continuar ali
ali para sempre vivendo.

Alguma coisa mudou
no meu corpo e no meu ser.
Era a formação do sexo
Uma menina iria nascer

Cresci ainda mais
E o que me envolvia sumiu
De tanto me remexer
uma fenda se abriu.

Para sair do meu recanto
uma luz forte me guiou
e um homem todo de branco
rapidamente me apanhou.

Chorei muito, muito mesmo
mas logo me conformei
pois após alguns minutos
nos braços de minha mãe deitei.

Logo conheci meu pai
me olhava de uma janelinha
e agitando os braços dizia:
- Como vai minha gatinha?

Depois de algum tempo
Voltamos para o nosso lar
Eu fiquei olhando a casa
E mamãe foi descansar

No dia seguinte acordei cedo
Chorando, pois tinha fome
Havia uma discussão
Escolhiam o meu nome

Diziam muitos deles:
Maria, Rosa, Lucimar...
mas era tão fácil escolher,
bastava me perguntar!

Por fim, só havia um nome
para menina tão bela
Vieram então me contar:
- Seu nome é Gabriela.

Para minha sobrinha-neta com todo amor do mundo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Os amigos e a felicidade

Li e me identifiquei com o artigo “Em busca da bússola perdida” do Dr. Alessandro Loiola -http://colunistas.yahoo.net/posts/795.html - e um trecho me chamou mais a atenção, quando diz que deve-se procurar bons amigos quando se sentir perdido.

Quanto mais o tempo passa, mais percebo que só posso contar com 3 amigos especiais: a oração, a ação e os livros.
Estes não reclamam que você anda se queixando demais, nem dão tapinha no ombro dizendo: "Te cuida..isso vai passar".
E se um deles pudesse dar um abraço, seria perfeito.

Mas a verdade é que tudo passa mesmo.
Nosso amado amigo Chico Xavier nos brindou com uma linda mensagem dizendo que tudo passa, tanto a tristeza como os momentos felizes.
Vivemos como numa montanha russa que parece ficar mais perigosa a medida que vai chegando ao final.
Só gostaria de um intervalo maior entre as coisas ruins e um menor entre as coisas boas. Se continuar do jeito que está, estas emoções freqüentes em espaços curtos de tempo vão acabar me desanimando de continuar achando tudo uma aventura divertida.

Quanto mais penso em felicidade, só a encontro nos olhos das pessoas a quem ajudo. Engraçado isso.
Dizem que está dentro, mas só a encontro do lado fora.
Por dentro a gente tenta mesmo é se enganar, daí finge.
Mas até aí se torna um benefício para o outro, porque quem gosta de você de verdade, quer muito te ver feliz.




Ƹ̵̡Ӝ̵Ʒ



Tudo Passará
Chico Xavier


Todas as coisas, na Terra, passam…
Os dias de dificuldades, passarão…
Passarão também os dias de amargura e solidão…
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar, um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passará.
Dias de tristeza… Dias de felicidade…
São lições necessárias que, na Terra, passam, deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura, paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao alto, e busquemos a voz suave da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente:
”Isso também passará… “
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas, que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação, às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau, e segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação faz parte do roteiroevolutivo da humanidade, e que um dia também passará…
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos, sem esmorecimento, e confiemos em Deus, aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo….também passarão.

Abram seus horizontes



Deve ser por causa da idade ou por começar a assistir as aventuras do filho nos primeiros vôos rumo a independência financeira, mas comecei a olhar mais para quem eu sou e como tem sido a minha vida profissional até agora e não gostei nada do que vi.
Então decidi que devia fazer alguma coisa e quis mudar.
Procurar algo com o qual tenha realmente afinidade e que goste de fazer.
Senti saudade da época em que atuava na área de Recursos Humanos e decidi voltar.
Atualizei o currículo e pensei em começar a busca pela Internet.

Depois de muito navegar pelos mares das agências de emprego, sites de relaciomento, contatos diversos, sites de empregos,etc, cheguei a uma conclusão, não de todo triste porque estou empregada mas que seria alarmante se não estivesse: não estou fora do mercado só por causa da idade; estou fora do mercado por estar totalmente despreparada.

Não sei se existem casos parecidos como o meu por aí, mas a verdade é que me acomodei por causa da segurança (aparente talvez) e dos benefícios oferecidos.
Além de me acomodar, acho que andei meio míope porque durante estes anos dentro da mesma empresa, pensando que realmente estava cooperando, investi muito tempo em projetos internos que não foram adiante por questões políticas ou pelos quais não ganhei nenhum mérito e, conseqüentemente, não me trouxeram nenhum retorno.

Posso até entender hoje a geração Y, porque tivesse eu me preocupado mais com a carreira, talvez pudesse hoje ter um currículo muito mais atraente.
Cumprindo fielmente as metas traçadas pela organização, dirigi meu comportamento para obedecer todas as regras, trabalhar mais do o esperado, abrir mão de interesses pessoais, para no final das contas receber aumentos e bônus muitas vezes insignificantes.
Bônus este cujo medidor, na maioria das vezes, é a quantidade de metas que você deixou de cumprir, porque o orçamento é muito baixo e não dá pra premiar todo mundo e assim fica fácil saber quem não irá ganhar.
Neste caso não importam os fatores impeditivos - internos ou externos - para que se cumprisse as metas.
Enfim, você é avaliado pelo planejamento orçamentário.


Lembro de uma vez, logo que conclui a universidade, um funcionário antigo me disse: "Minha filha, não fica aqui não...abra seus horizontes".
Ouvi paciente, mas no fundo pensei: "Nossa, mas de jeito nenhum eu vou sair. Uma empresa grande, com tantos benefícios e eu tenho tanto a contribuir aqui...."
Pois foi uma grande ilusão que a gente se deixa levar até porque existe a preocupação financeira em relação à família.
Os filhos, principalmente, são os que sempre nos fazem manter os pés bem presos ao chão.
Mas o tempo passa...
Até que chega um dia que você abre os olhos, ou começa a usar óculos multifocais, e questiona sua vida profissional.

Vê o quanto contribuiu e continua contribuindo e cobra um retorno que nunca vem.
E por passar a cobrar, passamos a desmotivados, cansativos, etc.
Já não recorrem mais à suas idéias, não porque são antiquadas, mas porque você vai perguntar o que ganhará por elas.
Então, todos os olhos se voltam para os jovens recém-contratados, que chegam altamente confiantes, cheios de idéias, sorridentes e prontos para agradar.
Ao meu redor estão muitos.
Têm muito a contribuir com seus diplomas de pós graduação e mestrado e tempo de sobra para ficar até muito depois do horário de trabalho. Nunca questionam nada porque sabem que primeiro é preciso mostrar todo seu potencial.

Bem...
Só posso dizer que, hoje, quem bate nos ombros desses meninos(as) e diz “filhos(as)...abram seus horizontes...”, sou eu.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A minha 'Linha de Sombra'


Pensei em começar a escrever sobre saudade... mas prefiro falar sobre a menopausa.
Bem, filhote viajou (ai, que saudade) e ontem senti a casa tão vazia que fui buscar consolo em um dos meus amigos mais íntimos e fiéis: um livro. E convidei o inglês Joseph Conrad para um papinho, acompanhado de uma taça de vinho, para que fosse me conquistando aos poucos... Mas ele me ganhou já no primeiro capítulo do romance “A Linha de Sombra”, ao expressar tão bem aquela fase maravilhosa da existência humana quando somos (ou achamos que somos) absolutamente donos de nós mesmos e de nosso destino:
"É um privilégio do começo da juventude viver adiante de seus dias, em toda a bela continuidade de esperança que não conhece pausas ou interrupções.
Fecha-se atrás de si o pequeno portão da mera meninice – e adentra-se um jardim encantado. Até as sombras aqui resplandecem cheias de promessas. Cada curva da vereda tem suas seduções. E não porque se trate de um país desconhecido. Sabe-se muito bem que a humanidade toda já trilhou aquela senda. É o encanto da experiência universal, da qual se espera extrair uma sensação incomum ou pessoal – um algo que seja só nosso."

E não é exatamente assim?
Observem seus filhos. Olhem bem quantos traços, comportamentos, qualidades e defeitos eles adquiriram de você, somados aos que adquiriram na sociedade, mais os que eles escolheram para si mesmos, prontos para ir em busca de sua experiência universal! Não é maravilhoso? Você se lembra desse “jardim encantado”?
E o autor complementa, que "aceitando a boa ou a má sorte, vai-se adiante. E o tempo também, caminha – até que se percebe uma linha de sombra avisando-nos que a região da mocidade também deverá ser deixada para trás."
A menopausa também é uma experiência universal muito pessoal. Cada uma das amigas com quem converso sente diferente, age diferente, tem expectativas diferentes.
E eu? Como venho me sentindo de verdade?
Fiquei pensando – aliás, penso demais, já me disse um amigo (um humano, não um livro) – que estas mudanças que vêm acontecendo comigo, físicas e emocionais, que os médicos vêm sinalizando como uma pré-menopausa, significam que cheguei na “linha de sombra”, avisando que o tempo caminhou e terei que entrar mais uma vez em um país desconhecido.
E daí em diante, como será? Este novo jardim será também tão encantador? Continuará cheio de promessas? Terá suas seduções?
Até agora – exceto comer, beber e ir ao banheiro – tudo o mais foi opcional. Uma imensa aventura guiada pelas escolhas constantes que tive que fazer: estudar, o que estudar; casar, com quem casar; ter filhos; trabalhar; voltar a estudar; rir ou chorar; amar ou desprezar; lutar ou desistir.
As opções eram tantas! A “boa ou má sorte” era encarada como desafios, e tantos foram superados sem nenhum problema. Não havia tempo para lembrar o passado e nem interessava tanto o futuro. A vida era, literalmente, um presente. Desfrutava da ânsia de viver tudo ao mesmo tempo e com toda a intensidade possível. E não sentia nenhum medo do que viria a seguir.
Daí chega a maturidade e me pergunto: e se houvesse optado por outros caminhos?
As vezes não perdoo as escolhas que julgo terem sido erradas e que me trouxeram dor, sofrimento ou mágoa, esquecendo que estas experiências vividas foram tão importantes para me conhecer melhor.
Mas será que realmente sei quem sou?
O Passado bateu na porta e está tentando retornar devagar, ocupar um espaço muito grande e tirar toda a atenção do Futuro com quem voltei a flertar e tenho planos de transformar num ótimo relacionamento. Não devo deixar o Passado ocupar meu quarto de hóspedes. Para não magoá-lo, convidei-o gentilmente a viver no quartinho dos fundos. Lá onde guardamos objetos que recordam bons momentos, mas não combinam mais com os novos sentimentos e expectativas espalhados pela casa e muito menos irão combinar com os que estão por vir.
O Futuro está se instalando aos poucos, como aquele hóspede que vai se habituando à rotina da casa, mas também gostaria de cooperar fazendo algumas boas mudanças. Não devo deixar de aproveitar as novas opções que ele traz na bagagem. Devo estar pronta para mais uma emocionante viagem.
Parodiando Joseph Conrad:
"É um privilégio do começo da maturidade viver adiante de seus dias, em toda a bela continuidade de esperança que não conhece pausas ou interrupções.
Fecha-se atrás de si o pequeno portão da mera juventude – e adentra-se um jardim encantado. Até as sombras aqui resplandecem cheias de promessas. Cada curva da vereda tem suas seduções. E não porque se trate de um país desconhecido. Sabe-se muito bem que a humanidade toda já trilhou aquela senda. É o encanto da experiência universal, da qual se espera extrair uma sensação incomum ou pessoal – um algo que seja só nosso."

Boa viagem para vocês também!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Ethics (practical!): Create an ethics committee.

by Ana Maria Chagas

When I finished my graduation course in Business Administration at Celso Lisboa University in 1999, I have chosen a subject as a final work that was one of the most difficult and exciting about human behavior at companies: Ethics in Enterprises.
At that time topics about Ethics and Social Responsibility were still very shy. Internet research sites gave just two or three items as a result of research and few books had enough material to create methods or procedures to implement ethics in enterprises.
Ethics is based on freedom, that is, on the voluntary option for good, conscious of the possibility for preferring evil and applicable to person’s behavior in many levels that make him or her act correctly towards him/herself or others. The term “ethos” comes from Greek and means customs and must be understood as a set of basic principles that aim to regulate and discipline customs, morality and behavior of the people. This is the general concept of the word.
In a restrict sense, ethics is used to give duties and establish one’s behavior rules in the performance of the professional activities and in the relationship with others.
How to make ethical decisions and have ethical attitudes in the companies? How to standardize justice and honesty in all the moral conflicts lived by employees and employers? So, ethics codes appear. They offer the necessary guidelines to be followed by anyone in order to keep a decent level of professional attitude.
Taking advantage of researches and studies about this subject, I have developed a project to orientate the enterprises in the first steps for formalizing ethics with the summary as follows. The enterprise should start with two actions:


I – Create an Ethics Committee

A group of Ethics can be formed, for example, by a Human Resources professional, a Marketing one, one from the Legal area and another from the area that is the work force of the company. This Committee interacts to the responsible for each section of the company and tells doubts concerning ethical questions. Then, they should discuss in their work group giving opportunity for everyone participates.
The difficulty with Ethics in the companies is to establish what it is good and bad, right and wrong. It is better for the companies start with what is considered bad, that is, what is not allowed to happen in the relationships among employees, suppliers, clients and so on.
Remember: as much democratic and participative it is as much effective can be.
The Human Resources should be responsible for organizing lectures about ethics, making public the intention of the company and the creation of an Ethics Code.


The Ethics Committee will be responsible for:

Ø Making the Ethics Code.
Ø Making public behavior standards inside and outside the company.
Ø Evaluating and solving doubts concerning ethical questions.
Ø Judging cases that are not in the Ethics Code.



II – Creating the Ethics Code

The information collected from each area will be summarized and make the basis of the Ethical Code (some people call it Behavior Code, Values Code or Principles Letter).
The Ethics Code should have:

Ø Objective
Ø Definitions (of the terms used)
Ø General Principles (giving the most important values for the company)
Ø Wideness
Ø Acceptable and non-acceptable behaviors


Inside each item above there are many steps to be followed that vary according to culture and activity of each organization and it will be necessary a deep analysis for the Ethics Code not be tiring or repetitive. It is essential not transform it in a procedures rule or manual.
Nowadays there is plenty of material in internet sites where many examples of Ethics Code can be found. It is valuable to see the “Principles Letter” of Johnson & Johnson, written in 1943 in the following address: http://www.jnjbrasil.com.br/noticia_full.asp?noticia=156&item=5

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Feliz Ano Novo!


Feliz Ano Novo!
Todos começam o ano com novas resoluções, traçam novos objetivos ou fazem promessas
Abrimos o coração para a esperança e ansiamos para que nossos desejos sejam todos realizados nos próximos doze meses. De preferência, já nos dois primeiros.
Mas em dezembro, meu filho me surpreendeu perguntando:
- “E aí mãe? O que espera para 2010?”
Eu estava alisando um vestido sobre a mesa, pensando na festa da empresa que seria no dia seguinte (isso conto outro dia...) e paralisei com a pergunta, segurando o ferro de passar no ar, buscando em algum arquivo estranho da mente os planos que fiz para próximo ano.
- “Como é que é, filho? Você está falando assim...é....de?”
- “É mãe! Seus planos.”
- “Ah!... Claro!... Planos!... Mas lógico que...”, eu tentava responder enquanto ele voltava para o quarto, ligava o computador, mordia um sanduíche, olhava para dois monitores (isso mesmo, são dois!), digitava rápido com uma mão só, e dizia algo que entendi como:
- “Estou decidido a fazer várias coisas que vinha adiando e depois te conto.. Sério mesmo, mãe...”
E eu continuava ali paralisada, procurando uma resposta e não encontrei nada. Nada mesmo. Pela primeira vez eu não tinha planos para o próximo ano. Me assustei.
É assim mesmo. A situação se repete.Criamos a expectativa de que tudo vai ser completamente diferente no próximo ano, acreditamos que temos o dom de mudar todo o nosso destino e comemoramos numa noite de magia e simpatias, a passagem do velho para o novo.
Lembrei que, no meu caso, estou passando é da fase de “nova” para “velha”. É verdade! Tá lá nos exames todos: a menopausa chegou junto com o novo ano. “E estou mesmo velha? E o que é menopausa? E por que estou achando este vestido curto demais pra festa?”, pensava eu.
Não faço a menor idéia do que está para acontecer e preciso compartilhar minhas dúvidas, medos e insanidade. Posso desabafar com vocês?