sexta-feira, 30 de julho de 2010

Nunca Te Vi, Sempre Te Amei

Li esta crônica no Portal Literal e resolvi postar aqui, porque também sou fã deste filme maravilhoso:


Não posso ir ao seu encontro porque eu já estou com você.” (Richard Bach)

Na era do mundo virtual onde as mensagens chegam tão rápido. Onde parece que logo tudo é descartado. Me pego a pensar se os jovens entenderiam a amizade que durou quase 20 anos entre Helen e Frank. E que com eles foram por cartas. Num passado não muito distante.

O filme é baseado na história da escritora Helene Hanif (Anne Bancroft). Pediram a ela para contar algo sobre a sua vida. E ela nos brinda com parte da sua vida adulta onde pontua um grande e inestimável amigo: Frank P. Doel (Anthony Hopkins).

Tudo começou em 1949. Na busca por certos livros, e fora do seu orçamento… um anúncio em uma revista de uma Livraria & Antiquários, em Londres, a leva a escrever uma carta. A primeira de inúmeras… Ah! Ela morando em Nova Iorque. E Frank responde dizendo que parte dos “problemas” dela já estavam resolvidos.

Pelos preços muito em conta, pela gentileza nos envios seguindo junto cartas numa linguagem pessoal, também foram fatores que deram início a essa longa amizade. Mas o que contribuiu mesmo, o que enraizou essa relação era o humor de ambos. Da parte dele, por ser tímido, como também casado, ficou mais comedido no início. Agora, o jeito extrovertido de Helen, do jeito divertido até em reclamar, acabou por conquistar de vez não apenas a ele, como os demais funcionários.

Além dos pedidos dos livros, Helen passou a confidenciar seu dia-a-dia. Como forma de retribuir o carinho, por eles estarem sobre um racionamentos do pós-guerra no tocante a certos alimentos, ela passou a enviar em datas especiais cestas de alimentos: embutidos, enlatados… Uma empresa na Dinamarca as vendia em catálogos. Para eles, um mimo inestimável.

Quando Helen obtinha recursos financeiros para cruzar o Atlântico e então conhecê-los, imprevistos a levava a usar o dinheiro. Assim, o tempo foi passando.O filme começa quando ela enfim, vai a Londres. A partir dai, é que ficamos conhecendo esses anos todos. Em até que, como numa frase que ela diz no filme (Esqueci a autoria.): “Não sei se eles acreditarão ou não, mas eu estive lá.” É, lá está ela, dentro daquele lugar que lhe é tão caro! E eu não consegui reter as lágrimas. Nem não sendo mais a primeira vez que vejo. Filmaço! Eu amo!

Ah sim! Eu adoro o título dado no Brasil: “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei!” Sou uma eterna romântica.


Filme: Nunca Te Vi, Sempre Te Amei (84 Charing Cross Road). 1987. Reino Unido. Direção: David Hugh Jones.

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